12/03/2018

RESENHA: Grito de Guerra da Mãe-Tigre


Em "Grito de Guerra da Mãe-Tigre", Amy Chua nos entrega uma analise perspicaz, argumentativa e crítica sobre o tão falado Modo Chinês de educar os filhos. O que é isso? Bem, mesmo não conhecendo de cara, aposto que você já assistiu algo parecido em séries e filmes estrangeiros. O Modo Chinês é, basicamente, a rigidez com que alguns chineses decidem educar seus filhos, exigindo o máximo deles para garantir-lhes uma boa posição social/econômica. O assunto não se restringe basicamente a isso; existe toda uma cultura por trás desses modos, mas me limitarei apenas ao abordado no livro. Confiram meus comentários abaixo :)


Nome: Grito de Guerra da Mãe-Tigre
Autora: Amy Chua
Ano: 2011
Páginas: 240
Editora: Intrínseca
Gênero: Não-Ficção, Memórias, Biografia
Onde EncontrarSkoob
Classificação★★★☆☆  (3,0/5,0)
Sinopse: As mães-tigres veem a infância como um período de treinamento. Para Sophia e Lulu, isso significa aulas de mandarim, exercícios de rapidez de raciocínio em matemática e duas ou três horas diárias de estudo de seus instrumentos musicais (sem folga nas férias e com sessões duplas nos fins de semana). Grito de Guerra da Mãe-Tigre expõe o choque das visões de mundo oriental e ocidental no que diz respeito à criação dos filhos. Mas, é basicamente a história das expectativas de uma mãe em relação às duas filhas e os riscos que está disposta a enfrentar para investir no futuro de ambas.


A primeira coisa que esperei do livro quando iniciei a leitura foi o impacto que uma cultura diferente teria sobre a minha. A obra foi vendida como um relato chocante da rigidez chinesa na criação de seus filhos - a palavra polêmico figurou quase todas as formas de divulgação do livro, dando-nos a impressão de que encontraríamos todo tipo de agressão nessas páginas. Mas, assim que me engajei na leitura, fui surpreendido por algo totalmente diferente do proposto.


Por meio de curtos relatos, Amy Chua nos conta suas dificuldades durante a criação de suas duas filhas, Sophia e Lulu, no meio de um país ocidental. Mais que dever, Amy toma como desafio colocar a menina no mais intrínseco padrão da educação chinesa, exigindo o máximo das duas acreditando que aquilo ira garantir-lhes uma vida promissora.



Esse é seu foco, e ela até consegue atingi-lo com Sophia; aos 8 anos, a menina já é um prodígio no piano e na escola. Horas diárias de estudos proporcionam-lhe destaque por onde quer que passe, fazendo Amy vibrar com o sucesso da filha. Mas, por outro lado, temos Lulu; desafiadora, calculista e decidida, a menina se nega a seguir o que sua mãe lhe diz desde seus primeiros anos. Pela primeira vez, Amy se vê diante de um desafio aparentemente inalcançável, e isso a desconfigura completamente.



Essa diferença entre as duas filhas - a prodígio e a rebelde - deu um toque essencial á trama. Por mais que Amy comece narrando uma mulher convicta de suas verdades, aos poucos a vemos abandonar essa visão-única e notar coisas que antes estavam fora de sua percepção. O quanto o modo chinês é eficaz? E o modo ocidental, liberal, realmente funciona? - questões como essa são bastante analisadas durante a obra, quebrando o paradigma de que as coisas são totalmente ruins ou boas, isso ou aquilo.



Por mais que sua cultura seja imensamente divergente da minha, impactante seria a ultima palavra que eu escolheria para definir minha experiência de leitura. Amy Chan, autora e narradora, abrira sua mente para analisar os prós e os contras de uma cultura na qual fora criada desde a infância - e isso foi, no minimo, interessante. Por mais que o livro seja linear e morno, é gostoso para quem quer saber mais sobre o assunto. Recomendo.

10 comentários:

  1. Não conhecia o libro mas achei bem interessante o conteudo. A cultura asiática é realmente muito retrógrada.

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  2. Aí não gostei da sinopse e nem da capa, mas quem sabe um dia surja um interesse um dia né

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  3. Oi Fabio! Eu já tinha ouvido falar da educação chinese mais por reportagens que vi. E achei curioso a autora trazer isso para um livro, ainda mais tendo lados tão opostos para lidar. Fiquei curiosa sobre as atitudes que ela toma. Uma boa dica. Beijos

    https://almde50tons.wordpress.com

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  4. Muito legal aprender um pouco mais sobre a cultura chinesa. Confesso que eu não leria um livro desse se encontrasse em uma livraria... Mas, convenhamos, ficamos com água da boca depois dessa resenha :D Muito bacana :)

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  5. Já tinha ouvido falar desse livro, gostei da sinopse dele!

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  6. Olá, tudo bem?

    Não conhecia a obra, mas fiquei curiosa com a leitura. Uma coisa que me incomodou é o fato dela ter sido "vendida" de uma forma e ser apresentada de outra. Mesmo assim, realizaria a leitura, é sempre bom conhecer novas culturas!

    Beijos!

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  7. Olá
    Tenho muita curiosidade com esse livro, gosto bastante de livros expõe esses choques de culturas.
    Nesse caso da forma de educar, eu sou da opinião que cada pai sabe a forma que deve educar seu filho, e desde que não seja na base da porrada, acho que os de fora não deve ficar metendo muito a colher.

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  8. Sempre muito bom conhecer melhor a respeito destas divergências de Cultura.Os orientais sempre foram mais perpiscaz que os ocidentais e consequentemente mais frios porém extremamente disciplinados .Não conhecia o livro mas achei a temática bem interessante.

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  9. Olá!
    Muito interessante abordar o choque de culturas, sou professora de música e tenho alunos chineses, é impressionante como os pais exigem concentração, foco para crianças de 4/5 anos, que estão descobrindo o mundo... Teve uma situação em que a mãe foi assistir a aula da filha e quando a menina dispersava, a mãe batia nela para que prestasse atenção.
    Coloquei esse livro na lista para ler. Obrigada pela dica!

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  10. Oi Fabio!!
    Eu nunca tinha ouvido falar desse livro, então o pouco que sei sobre educação chinesa são daquelas reportagens que vemos na teve. É uma cultura completamente diferente da noa, muito mais rigida...
    Bjs
    https://almde50tons.wordpress.com/

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